Nítido resta que, o Museu do Amanhã, nada mais é do que uma fábrica de grilhões de consciência, que ao mesmo tempo em que busca levar as pessoas a sacrificarem no altar de falsas abstrações o crescimento e desenvolvimento pessoal e de seu país, bem como sua liberdade, através da inculcação em suas mentes de alarmismos e culpas que, apesar de inexistentes, tem por efeito obrigar elas próprias a colocarem a manilha ao redor de seus pescoços, ponto em que, resistência alguma oferecerão a que se lhes prendam umas as outras com o libambo e assim sejam conduzidas e levadas para onde e da forma que melhor aprouver aos seus condutores.

 O Museu do Amanhã, construído na Cidade do Rio de Janeiro, desde o início da sua obra, com exposição pelas autoridades municipais da proposta que levou a sua construção, tal sempre me despertou as seguintes ponderações, que vão no sentido de que referido museu não é o que procuram demonstrar que é, sendo outros seus objetivos.

Sempre me intrigou o fato de, como um museu pode ser voltado para o amanhã de vez que o que se coloca dentro de um museu são artefatos do passado?

Mais ainda, como colocar artefatos que ainda não existem dentro de um museu?

O que, afinal, lá será posto em exibição?

Passado algum tempo, veiculou-se na imprensa que o Museu do Amanhã, seria um museu interativo dedicado às ciências, onde os visitantes, a par de suas atrações, poderão fazer escolhas voltadas para um mundo melhor, sem aquecimento global, com respeito à natureza e aos animais, etc, momento em que, pensei em ser apenas mais uma ladainha do ecologicamente correto com o governo gastando rios de dinheiro público para veiculação de mentiras em detrimento principalmente da saúde pública naquela cidade onde vários hospitais estão sendo fechados por falta de verba para manutenção e funcionamento e os funcionários com salários atrasados.

Porém, após assistir uma reportagem veiculada pela rede Globo, pude constatar que os objetivos do dito museu, vão bem mais além do que a imprensa veiculou.

Pois bem, de início, mostrou a repórter que conduzia a matéria a arquitetura moderna, com iluminação praticamente toda natural, grandes totens de vídeo, um enorme globo terrestre, imagens de florestas, animais terrestres e marinhos, sendo tudo exibido com elevada tecnologia, tendo sido dado destaque para o setor interativo, onde se destacava uma calculadora da pegada ecológica (termo criado para designar o impacto da ação humana tanto individual como coletiva no meio ambiente).

Após esse giro, eu já notava a temática ecologicamente correta e o culto a Gaia, tudo aquilo que já havia visto nos discursos e conferências realizadas na ONU, principalmente nas reportagens da COP 21.

Porém, quando os curadores do museu (advogado, historiador e psicólogo) começaram a tecer suas considerações, não só me surpreendi, mas fiquei pasmo com o verdadeiro objetivo oculto de todo aquele aparato a que se deu o nome de museu.

De início, fora dito que o enfoque do “museu” era levar a pessoa a uma experiência o mais próximo possível de um futuro melhor para a natureza e para o ser humano, fazendo uso, para atingir tal fim, de todos os recursos audiovisuais disponíveis, para causar um impacto na esfera racional e emocional do visitante, afirmando o condutor da repórter que o homem havia se tornado uma força geológica (???), alertando para a necessidade de mudança dos parâmetros do modo de vida atuais da população que impactam sobremaneira a natureza e que referente a idade do público esperado, que esperavam pessoas de todas as idades, mas que visualizavam os melhores efeitos das atrações nas crianças.

 A preferência dos responsáveis pelo museu pelas crianças se dá pelo simples fato de, em não possuindo as crianças conhecimento da matéria, aceitam de pronto o que pelos responsáveis pelo museu é dito, somado a esse fato, não possuem as crianças a noção de parâmetro ou proporção para avaliar o que lhes é passado como o correto.

Já dizia Lenin: Deem-me quatro anos para ensinar às crianças, e as sementes que eu plantar jamais serão extirpadas.

Nesse meio tempo, fora filmado um painel onde era mostrado um contador eletrônico que apontava o número de nascimentos por minuto e o número de mortos por minuto na população global atualmente, ao dizer de que há um superpovoamento e que isso impacta ecologicamente o planeta, o que já me remeteu ao malthusianismo e ao decálogo das Pedras Guias da Georgia, que pregam a contenção do crescimento da população, não por uma necessidade, mas para fins de controle das pessoas por aqueles que detêm o poder.

Quanto menor o número de pessoas, mais fácil se torna seu controle e sua dominação.

Porém, o curioso no contador eletrônico de nascimentos e mortes é que ele não mostrava primeiro, o número total de habitantes no mundo, sendo esse dado dito verbalmente pelo curador que guiava a repórter no momento, sem também citar a fonte, segundo, não fazia a subtração dos mortos apontados logo abaixo dos nascimentos por segundo, deixando o contador apenas a impressão de que nasce mais gente do que morre e terceiro, não havia informações explicando sobre qual ou a que base de dados estava ligado o contador de nascimentos e mortes para apontar aqueles números.

Nesse ponto da reportagem, notei que pelos curadores que conduziam a repórter pelo interior do museu, em nenhum momento foram lembrados os vazios demográficos existentes no mundo e nem as regiões de baixa densidade demográfica, ponto em que restou claro que conduziam não só sua pessoa, mas também sua mente e entendimento segundo seus objetivos.

Passando adiante, começou a demonização do homem e de sua ação no mundo, que deve ser objeto de novos parâmetros e que o museu pretende justamente isso para a criação de uma nova consciência na qual as pessoas levem em conta os danos que causam ao meio ambiente com seu consumo e da necessidade de se preservar e aumentar áreas já preservadas, com mudança de hábitos de consumo em todos os sentidos.

Neste momento, num lampejo, rememorei que o que esse curador dizia, estava de acordo com a agenda da Nova Ordem Mundial, em específico o decrescimento sereno, pregado por Serge de Latouche, em seu livro Pequeno Tratado do Decrescimento Sereno, cujas diretrizes, quando implantadas, levam a estagnação e a uma espécie de recolonização dos chamados países pobres ou em desenvolvimento, através de leis e regulações do uso do território tendo por base o meio-ambiente, através de pressão de organismos internacionais ou mesmo de países interessados nos recursos dos países pobres ou em desenvolvimento.

Exemplo de estratégia de decrescimento se dá barrando ou dificultando a construção de uma hidroelétrica ou similar ou mesmo forçando a diminuição do seu tamanho, atitude que reduz a oferta de energia elétrica e com isso reduz-se a atividade de todo tipo de produção, serviços e de empregos, estagnando-se a sociedade economicamente.

                                                           Em referido livro, ensina-se que a obtenção da aceitação da população para essa estagnação que lhe é nociva em todos os sentidos, principalmente a população local, deve ser feito com a antecedente mudança das consciências, implantando-se na mente das pessoas o que se deseja que elas sigam, principalmente lhe inculcando culpas e posando os agentes como detentores de um conhecimento superior para evitar questionamentos.

Segundo o decrescimento sereno, consegue-se manter populações ribeirinhas, costeiras e outras, como catadores, impedindo que desenvolvam atividade lucrativa ou que lhes proporcione o suprimento de suas necessidades usando do meio-ambiente onde vivem.

Isso já acontece no Brasil, onde após o começo de criação de camarões de água doce em algumas regiões do nordeste brasileiro, ONG’s ambientalistas pressionaram até que a atividade fosse suprimida a pretexto de que estaria prejudicando os manguezais, muito embora os manguezais estivessem bem longe, principalmente para que os camarões criados não fossem comidos pelos peixes que habitam o manguezal, bem como, as mesmas ONG's pressionaram até conseguir que o governo transformasse em reserva marítima uma área de duzentos quilômetros na costa brasileira.

A seguir, fora mostrado com muito esmero pelo curador, a calculadora da pegada ecológica, onde a repórter selecionou itens de seu consumo do dia-a-dia, como quantos pares de sapato compra no mês, quanto de energia elétrica consome no mês, consumo de carne, dentre outros e o resultado apontado foi de que até o final de sua vida, o impacto que seu consumo causaria ao meio ambiente corresponderia à coisa próxima de meio planeta, sendo tal resultado mostrado em visor digital, tendo a repórter se sentido penalizada com tudo isso, ocasião em que, passou a tecer considerações sobre a necessidade de mudança de hábitos para que a situação não piore e vivamos cada vez mais em harmonia com a natureza.

Neste ponto me perguntei: se só o consumo da repórter durante sua vida impacta ecologicamente a base de meio planeta, o que sobra para os demais habitantes?

A falácia dessa parte da reportagem em que se apresentou essa calculadora começa pela não explicação de como a calculadora chega a esses resultados tal qual a calculadora apresentada anteriormente de nascimentos e mortes, o que é levado em conta para se chegar àquele resultado, a que base de dados está conectada, fora o fato de o curador não ter apresentado até esse momento, as novas tecnologias desenvolvidas nas últimas décadas que importam em novos meios de produção que poupam o meio-ambiente tão sacralizado.

Por que será que não tem uma calculadora no museu para calcular a redução do impacto ecológico causado pelas novas tecnologias?

O condutor da repórter, não disse, por exemplo, que a fabricação de papel, principalmente no Brasil, é feito com eucalipto, árvore de replantio, mais ainda, que com o advento da internet, o consumo de papel reduziu e muito no mundo todo.

Não disse também, que para certos tipos de alimento, como peixe, que a maioria dos consumidos mundo afora atualmente, são provenientes de piscicultura, como o salmão e truta chilenos que são consumidos no Brasil e em muitos países do mundo.

Também não fora explicado que no Brasil, tilápias, lambaris, curimbatás, bagres, pintados, pirarucus, pacus, tambaquis, traíras e outros, estão sendo produzidos dessa forma.

Outra informação que os condutores poderiam ter fornecido, é a consistente em que já há no mercado até certas espécies de peixes marinhos advindos de projetos de piscicultura onde certas espécies estão sendo criadas em enormes esferas dentro do mar, na faixa de profundidade onde habitam e que no Brasil o cultivo de ostras e mariscos se encontra estabelecido principalmente nos estados do Sul do país.

Ou seja, toda a conquista tecnológica e seus benefícios são desprezados em prol do discurso ecologicamente correto desenhado e pregado pelos responsáveis pelo “museu”, discurso esse que é posto acima de qualquer crítica a qual se existente é repudiada severamente.

Mas o discurso dos curadores não parou por aí, começaram a falar de aquecimento global e mudança climática em defesa de todo o quanto fora pregado na COP21, conferência ambiental que mais uma vez terminou em fracasso, mas que trilha o caminho para a criação de um imposto.

Nessa conferência, já se vislumbra a contribuição dos países mais ricos aos mais “pobres” para que não destruam seu meio-ambiente, cujos numerários seriam carreados para um fundo internacional que certamente será administrado pela ONU ou algum banco internacional, cujos repasses serão feitos não para o país pobre diretamente, mas para ONG’s e outras associações que nesses países apresentem projetos ligados a melhoria do meio ambiente mas que, porém, são de fachada e que visam aos interesses dos doadores e que em nada aproveitam para o país e sua população.

Ou seja, dentre seus vários objetivos, o Museu do Amanhã, visa através de uma à bem dizer lavagem cerebral, inculcar através da repetição (Joseph Goebbels), o que desejam implantar da sua agenda na vida das pessoas através da mudança da consciência e dos hábitos, preparando-as para a aceitação de um futuro imposto sobre a pegada ecológica individual, da mesma forma que pagamos IPTU ou IPVA, ou seja, até aqui, tudo de acordo com a agenda da NOM (Nova Ordem Mundial).

                                                           Porém, seguidamente, tendo como mote a pegada ecológica, o Curador do museu ultrapassa o ecologicamente correto e o usa para falar das imigrações que estão ocorrendo na Europa.

Segundo ele, devemos notar referente a isso que essas imigrações também causam impacto ecológico e que tais imigrações são causadas por motivos políticos, religiosos e desastres ambientais bem como falta de trabalho nos países de origem dessas pessoas.

Que devemos vê-las não só como seres humanos, mas também como um patrimônio para o país que as recebe em todos os sentidos e que a presença deles gera o multiculturalismo tão benéfico para as nações que os recebem, que devem acolhê-los não só por isso, mas por uma razão humanitária.

Nesse ponto, o curador deixou de dizer que essas imigrações são planejadas e causadas propositalmente pelos países de origem desses chamados imigrantes, em sua maioria muçulmana, oriunda do Oriente Médio, imigração essa engendrada pelos membros do Califado Universal, que estão promovendo a chamada primavera árabe que de primavera não tem nada.

Também deixou de dizer, que esses chamados imigrantes, mais do que imigrantes, que muitos deles são revolucionários treinados e servem a uma causa oculta por detrás da condição de imigrante, qual seja, a islamização do mundo, pessoas essas que vão para os países europeus para viverem a custa dos benefícios sociais do governo e lá devidamente instalados, aproveitando-se das leis do próprio país que os receberam, passam estrategicamente a se sobreporem aos próprios nacionais.

Tal realidade foi largamente analisada e demonstrado pelo escritor inglês Theodore Dalrymple em suas obras.

 A esse respeito, acontecimentos recentemente televisionados indicam que esses chamados imigrantes estão chegando também no Brasil.

Nesse ponto, nítido restou que dentro do Museu do Amanhã remanesce a presença e a agenda da NOM, do Califado Universal e da Esquerda com suas respectivas agendas no que se referem aos objetivos comuns, sendo essas as três forças que disputam o poder no mundo atualmente, agindo em conjunto no que concordam e se digladiando no que não lhes é consenso porém, utilizando-se as três da manipulação das pessoas como nós das mais diversas maneiras.

Dessa forma, a máquina de lavagem cerebral chamada Museu do Amanhã, visa os seguintes objetivos: preparar as pessoas para a aceitação do mundo ecologicamente correto e com ele sua estagnação pessoal e de seu país economicamente; plantar as bases de aceitação de um futuro imposto sobre a denominada pegada ecológica individual, que financiará não projetos ambientais em prol da natureza e do povo, mas projetos de interesse dessas três forças; e a aceitação de revolucionários e aproveitadores que se escondem sob o manto de imigrantes, cujo objetivo principal é, através do multiculturalismo e da democracia, se sobrepor aos nacionais dos países que os recebem onde as autoridades nada fazem ante as atrocidades por eles perpetradas, como hodiernamente vemos pela televisão os frequentes atentados perpetrados pelo ISIS na Europa, chamados de muçulmanos radicais mas que não são repelidos ou sequer tem seu comportamento e ações reprovados pelos denominados não radicais.

Como dizia Lenin, vamos lhes vender a corda com que vão se enforcar.

É assustador como essas três forças nos fazem viver na irrealidade por imposição anestésica de estratagemas através da engenharia social e tudo a bem dizer com o patrocínio de nosso próprio dinheiro e em detrimento das verdadeiras necessidades que nós, povo pagante temos e esse Museu do Amanhã é a prova mais recente, dentre nós, desse modo de agir e estado de coisas, com o agravante de que, como toda ação feita por esses três grupos visa o futuro, estaremos vivendo, pagando e sentindo os efeitos de um mundo que não existe em detrimento do mundo real que nos rodeia e que é o verdadeiro.

A prevalecer o que pretendem, seremos forçados primeiro indireta e anestesicamente a concordar e apoiar os objetivos por essas três forças traçados e depois, ultrapassada essa fase, diretamente e através do poder do Estado, seremos formaçados a cumprir com esses objetivos através de leis e regulações que em nada nos beneficiarão, pelo contrário nos obrigarão a viver segundo os novos parâmetros por eles desejado e traçado.

Nesse ponto, não deve ser esquecido que, o correto e verdadeiro para as três forças acima citadas é o por elas ditado e imposto através de governos e governantes a elas ligados.

Neste contexto, nítido resta que, o Museu do Amanhã, nada mais é do que uma fábrica de grilhões de consciência, que ao mesmo tempo em que busca levar as pessoas a sacrificarem no altar de falsas abstrações o crescimento e desenvolvimento pessoal e de seu país, bem como sua liberdade, através da inculcação em suas mentes de alarmismos e culpas que, apesar de inexistentes, tem por efeito obrigar elas próprias a colocarem a manilha ao redor de seus pescoços, ponto em que, resistência alguma oferecerão a que se lhes prendam umas as outras com o libambo e assim sejam conduzidas e levadas para onde e da forma que melhor aprouver aos seus condutores.

Dia desses, fora noticiado que na China encontraram dentes humanos junto a restos animais em uma caverna, cujos dentes datam de uma época muito anterior ao ser humano considerado mais antigo, o que colocaria em cheque, senão jogaria uma pá de cal, sobre a teoria universalmente postas nos livros de que o homem teria surgido na África e dali se espalhado pelo mundo.

Essa mesma teoria, já havia sido posta em dúvida, quando fora descoberto na Alemanha, o esqueleto de um hominídeo que não se encaixava dentro do interregno de idade dos esqueletos usados para fundamentar tal teoria do surgimento do homem na África, tendo sido a solução, enterrá-lo de novo.

A que tudo indica, estamos nós, povo, como esses achados arqueológicos perante essas três forças que querem governar o mundo e impor-nos suas “verdades” para nos dominar e que procuram incansavelmente uma forma de lidar conosco para atingir seus objetivos e que ante nossa dissonância com referidos propósitos, ora somos vistos como curiosidades, sem maiores implicações, ora como um problema e no mais das vezes, devido a completa discordância para com suas pretensões, enterrados de volta para uma análise futura por não nos encaixarmos no modelo pretendido.

Adalberto Salvador Perillo Kühl Júnior

Advogado - OAB/SP 163862

Formado na UNIFMU, advogado em São Paulo, atuante nas áreas civil, processual e civil e empresarial, articulista nas áreas de direito, política e atualidades ligadas a esses temas.