O presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, afirmou que da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica pode estar disponível no 1º trimestre de 2021. A declaração foi em 1 simpósio online promovido pela Academia Nacional de Medicina nesta 5ª feira (12.nov.2020).

© Reprodução/Wikimedia Commons Prédio da Pfizer na Finlândia. Farmacêutica apresentou embalagem que permite refrigerar o imunizante com gelo seco

“Ainda estamos trabalhando fortemente com o governo brasileiro para tentar acelerar a disponibilidade o mais rápido possível. Tenho esperança de que no 1º trimestre do próximo ano poderíamos estar contando com essa vacina disponível no Brasil”, disse Murillo. Ele explicou que a empresa e o governo ainda estão em negociação.

A farmacêutica afirmou, em nota, que “o pedido de aprovação do registro no país dependerá da submissão de dados de eficácia de segurança”, mas não citou datas. Eis a íntegra (247 KB) do comunicado.

O executivo afirmou ainda que a Pfizer apresentou uma embalagem especial que consegue conservar a vacina a -70°C por até 15 dias utilizando gelo seco. O imunizante usa o RNA mensageiro e as doses precisam ser refrigeradas em freezers muito mais potentes que os disponíveis em postos de vacinação.

A proposta da farmacêutica é negociar as embalagens junto com as vacinas, para que possam ser entregues dessa forma nos postos de vacinação. Depois da retirada dessa caixa, a vacina pode ficar em um refrigerador comum por até 5 dias.

“Não é 1 tema simples e tampouco resolve a logística, mas muda muito o esquema de pensar que 1 país precisaria, para cada centro de vacinação, ter 1 ultrafreezer”, pontuou Murillo.

Assista na íntegra a participação de Carlos Murillo no simpósio. O presidente da Pfizer no Brasil começa a falar em 27 minutos e 30 segundos. Ele comenta os prazos para o Brasil em 53 minutos e 42 segundos:

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