O ministro do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Salles, passou parte da tarde desta segunda-feira, 5, em um clube de tiro de Brasília, enquanto a sua agenda oficial, publicada pelo ministério, registrava que ele tinha "atividades remotas". A informação de "atividade remota" é utilizada pelo ministério para informar que o servidor, neste caso o ministro, está em horário de trabalho, mas não de forma presencial, e sim remotamente.

© Getty A reportagem apurou que Salles chegou ao clube de tiro por volta das 15 horas e lá permaneceu até as 17 horas, acompanhado de algumas pessoas

A reportagem apurou que Salles chegou ao clube de tiro por volta das 15 horas e lá permaneceu até as 17 horas, acompanhado de algumas pessoas. Questionado sobre o fato de ter ido praticar tiros em horário em que sua agenda oficial informa estar em trabalho, o ministro afirmou que estava em horário de almoço. "Eu fui, em minha hora de almoço, e retornei ao MMA em seguida", disse ao Estadão. "Estava (lá) mesmo e, em seguida, voltei ao MMA e fiquei lá trabalhando até as 20h30". A agenda do ministro não inclui nenhum compromisso após as 17 horas. Indagado se costuma frequentar clubes de tiro, Salles afirmou apenas que "às vezes" vai a esses locais e, com mais frequência, em Brasília.

Na sexta-feira, 2, foram identificados 122 focos de incêndio no Pantanal, região que enfrenta, este ano, as maiores queimadas da história - um total de 18.838 focos entre 1.º de janeiro e 4 de outubro. ou seja, mais que o volume registrado nos anos inteiros de 2017, 2018 e 2019.

Em relação à área queimada, o Pantanal registra 18.646 km² de território consumido pelo fogo entre 1.º de janeiro e 31 de agosto, quase três vezes o volume de área queimada nos primeiros oito meses de 2019 (6.472 km²). No bioma Amazônia, são 34.373 km² de área queimada entre janeiro e agosto deste ano, volume inferior ao mesmo intervalo do ano passado (43.573 km²). Ricardo Salles tem visitado as regiões nas últimas semanas e afirma que o governo tem dedicado todo recurso disponível para combater os incêndios.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.