O ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) disse na 6ª feira (10.jul.2020) ao TCU (Tribunal de Contas da União) que foi autorizado pela Comissão de Ética Pública a atuar como colunista da revista Crusoé. Moro afirmou que pediu a suspensão do pagamento de salário que receberia da publicação.

O subprocurador-geral do MPTCU (Ministério Público junto ao TCU) Lucas Rocha Furtado apresentou ao TCU 1 pedido de suspensão da remuneração dada a Moro durante o período em que estiver de quarentena. Para ele, o ex-ministro estaria acumulando rendimentos.

Moro deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública em 24 de abril de 2020. A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu, em 2 de junho, que o ex-ministro deveria cumprir quarentena de 6 meses antes de voltar a trabalhar. A decisão estabeleceu que o ex-ministro não poderia trabalhar como advogado durante o período, mas o autorizou a dar aulas e a escrever artigos. Ficou decidido ainda que até o encerramento da quarentena, o ex-ministro continuaria a receber salário do governo.

Em nota, a defesa de Moro disse que ele “consultou previamente a Comissão de Ética Pública sobre a possibilidade de atuar como colunista da Revista Crusoé durante o período da quarentena, tendo recebido autorização para tanto“. “O ex-Ministro, em respeito ao TCU, pediu voluntariamente a suspensão dos pagamentos das remunerações que a Revista faria pelo exercício da função de articulista, até o julgamento da representação“, completou.

Moro pediu que o TCU trocasse o relator do processo, ministro Bruno Dantas. “Pelas normas internas do Tribunal, o relator da representação deveria ser o Ministro Augusto Sherman Cavalcanti, e não o Ministro Bruno Dantas, já que cabe a este a fiscalização do Ministério da Justiça e Segurança Pública, órgão responsável pelo pagamento da quarentena do ex-Ministro“, disse a defesa de Moro.

Com informações Poder 360