As Bolsas da China ampliaram ganhos nesta terça-feira, 7, após o rali do pregão anterior, mas outros mercados acionários da Ásia fecharam em baixa com persistentes incertezas sobre o ritmo de recuperação da economia global em meio à disseminação do coronavírus.

O avanço do coronavírus no mundo, particularmente nos Estados Unidos, compromete a perspectiva de retomada da economia mundial e limita o recente apetite por risco na região asiática.

Bolsas da Ásia

Nos negócios da China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,37%, a 3.345,34 pontos, em sua sexta sessão consecutiva de ganhos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,71%, a 2.157,94 pontos. Na segunda-feira, 6, o Xangai e o Shenzhen saltaram 5,71% e 3,90%, respectivamente, após a mídia estatal chinesa afirmar que um "bull market saudável" é agora mais importante do que nunca para a economia doméstica, referindo-se a um mercado com tendência de alta.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,44% em Tóquio, a 22.614,69 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 1,38% em Hong Kong, a 25.975,66 pontos, o sul-coreano Kospi se desvalorizou 1,09% em Seul, a 2.164,17 pontos, e o Taiex registrou queda mais moderada em Taiwan, de 0,20%, a 12.092,97 pontos.

Na Oceania, a Bolsa de Sydney ficou praticamente estável, com baixa marginal de 0,03% do S&P/ASX 200, a 6.012,90 pontos, após o Banco Central da Austrália (RBA) decidir manter sua taxa básica de juros inalterada pelo quarto mês consecutivo, na mínima histórica de 0,25%, e a imposição de um confinamento em Melbourne, a segunda maior cidade do país, em função de um novo surto de coronavírus.

Bolsas da Europa

As Bolsas da Europa abriram em baixa nesta terça-feira, revertendo o movimento de valorização de segunda, à medida que dados mais fracos do que o esperado da indústria alemã e o ressurgimento do coronavírus nos EUA ameaçam a perspectiva de recuperação da economia global. Às 4h14, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres caía 0,85%, a de Frankfurt recuava 0,98% e a de Paris se desvalorizava 0,95%. Já em MilãoMadri Lisboa, as perdas eram de 0,84%, 1,11% e 0,60%, respectivamente.

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo operam em baixa na madrugada desta terça-feira, após ficarem sem direção única na sessão anterior, à medida que o avanço do coronavírus no mundo, em particular nos EUA, ameaça a perspectiva de recuperação da demanda pela commodity. Às 4h33 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para agosto caía 1,23% na Nymex, a US$ 40,13, enquanto o do Brent para setembro recuava 1,07% na ICE, a US$ 42,64.