Foto: João Doria (PSDB), Ronaldo Caido (DEM) e João Amoêdo (NOVO)

Várias celebridades declararam seu voto a Jair Bolsonaro em 2018, período que entrará para a história brasileira. Pois bem, quanto às celebridades a população entende, quando chegamos nos agentes políticos o nó fica difícil de ser desenrolado. Vamos mostrar quem são os críticos, e quais deles estão em destaque na imprensa nessa semana, por atacarem o presidente, depois de estarem ao seu lado no segundo turno de 2018.

Destaque para três lideranças, dois deles Governadores de Estado. São eles: João Dória (PSDB), governador do estado mais rico da federação, Ronaldo Caiado (DEM), governador do estado de Goiás e João Amoêdo (NOVO), banqueiro, candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais.

João Agripino da Costa Doria Junior, mais conhecido como João Dória (PSDB) vem fazendo história na política brasileira, eleito em primeiro turno Prefeito da Capital Paulista em 2 de outubro de 2016, obteve 53,29% dos votos válidos (3.085.187 votos), desbancando na época Fernando Haddad (PT) que obteve 16,70% dos votos válidos (967.190 votos), Cerca de quinze meses após a sua posse, apesar de ter assumido um compromisso público de cumprir o seu mandato até o final, renunciou ao cargo para se lançar candidato ao governo do Estado. Venceu a disputa no segundo turno contra Márcio França, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), eleito no segundo turno da eleição de 2018 com 10,9 milhões de votos, representando 51,75% dos votos válidos. Deu apoio incondicional a Jair Bolsonaro no segundo turno, teve como slogan de campanha “BolsoDória”

Vem tendo embates calorosos com o Presidente, desde o segundo semestre de 2019, e o ápice do desconforto entre os dois ocorreu numa teleconferência ontem (25), quando insultos e troca de ofensas se sobressaíram mais do que o problema critico que o país vem atravessando.

Após Dória fazer sua exposição, Bolsonaro visivelmente irritado disse que Dória era “leviano” e “demagogo”. Quem acompanhou a teleconferência viu um verdadeiro show de horrores. Troca de insultos, uma verdadeira guerra generalizada em um momento que a população necessita de unidade entre os mandatários do Poder no país.

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Foto: Bolsonaro durante videoconferência/Reprodução

Ronaldo Caiado (DEM) rompeu também com o presidente depois de seu pronunciamento em rede nacional na noite de terça (24). Caiado e Dória seguem o caminho vitorioso no campo político. Ronaldo Caiado candidatou-se ao governo do estado de Goiás nas eleições de outubro de 2018, obteve 59,73% dos votos válidos (1.773.185 votos), elegeu-se já no primeiro turno, desbancando o candidato do MDB Daniel Vilela, que ficou em segundo com 16,14% dos votos válidos (479.180 votos). Caiado, aliado de primeira hora de Jair Bolsonaro, o governador de Goiás, anunciou que não conversará mais com Bolsonaro e que o estado não atenderá suas determinações sobre o combate ao coronavírus.

“As decisões do presidente da República no que diz respeito à área de saúde e ao coronavírus não alcançam o estado de Goiás”, afirmou em entrevista coletiva na manhã de quarta (25). “As decisões de Goiás serão tomadas por mim e por decisões lavradas pela Organização Mundial da Saúde e pelo corpo técnico do Ministério da Saúde.”

Bolsonaro ao lado do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, durante evento no Planalto – Foto: Pedro/LadeiraFolhapress

João Dionisio Filgueira Barreto Amoêdo, mais conhecido como João Amoêdo  é um político e banqueiro. É um dos fundadores do Partido Novo, participando como candidato a presidente nas eleições de 2018, Amoêdo teve 2.679.745 votos, conquistando 2,5% dos votos válidos e terminando o primeiro turno como o quinto candidato mais votado, superando nomes tradicionais da política brasileira, como a ex-senadora Marina Silva da Rede Sustentabilidade e o senador Álvaro Dias, do Podemos. Também desembarcou do apoio ao presidente, considerando “inaceitável” o pronunciamento em que Jair Bolsonaro defendeu o fim do confinamento da população para frear o novo coronavírus.

“Temos um quadro muito grave e incerto pela frente. Ele deveria vir a publico amanhã, apresentar um plano, mostrar a gravidade da situação, demostrar equilíbrio e bom senso. Ou renunciar ao cargo.”

Foto: João Amoêdo – Fundado do partido NOVO

Todos esses atores, do cenário político, possuem algo em comum: o desejo de sentar na cadeira presidencial. Com isso caberá a população, analisar suas atitudes e seus atos, porém uma coisa é certa - caso não haja um rompimento definitivo, ou uma reaproximação entre essas pessoas nosso país irá mergulhar em mais uma crise. Desta vez não será por doença ou ações da natureza, será uma crise institucional. E ao contrário de todas as outras - essa os brasileiros precisam temer.