O presidente Jair Bolsonaro em solenidade no Palácio do Planalto Foto: Marcos Correa / Presidência

Não existe a necessidade de falar muito quando o assunto envolve nossos políticos. Basta ler o que disse ontem (2), nosso Presidente, que iremos entender porque apenas patinamos no lugar de seguir o caminho do desenvolvimento.

Ser voluntário recebendo valor bruto de R$ 30.934,70 e um liquido na casa de R$ 22.831,33 nos dias de hoje é algo disponível para uma pequena casta da sociedade brasileira.

É impossível traçar um paralelo entre essa casta e o restante da população brasileira que pelo visto não são enxergados pelo Presidente. Seria cômico se não fosse trágico ouvir um Chefe de Estado tecer esse tipo de comentário em um momento que o país possui 16 milhões de desempregados, uma economia informal que só faz crescer e todos os índices, mostrando que o caminho econômico é falho.

Em seu discurso Bolsonaro elogia seus 9 Ministros presentes “Rapidamente, vou falar de um voluntariado, acho que poucas pessoas pensaram nessa classe de voluntariado. Tenho aqui comigo nove ministros, são 22. Alguns abriram mão até do convívio familiar para estar aqui, sem ganho nenhum. Outros abriram mão de funções que desempenhavam. Outros podiam até estar curtindo umas férias agora, tendo em vista sua aposentadoria ou sua situação econômica. Mas resolveram integrar esse governo e agem como voluntários. Então, a vocês nove e aos demais que não estão aqui, muito obrigado por terem aceitado basicamente trabalhar como voluntários. Muito obrigado a vocês”.

O fato é que o Brasil vive um momento delicado. Preocupa-nos o andamento do Governo uma vez que nenhum de seus atores principais (Ministros e indicações de confianças) são de fato voluntários. Todos ganham e muito bem para prestarem um serviço em muitos casos ineficiente e de péssima qualidade, fora os arranjos que são feitos deixando alguns desses agentes milionários quando saem do Governo.

O sentimento que essas pessoas transmitem é de que pareciam estar presas. E agora, livres no lugar de trabalhar em prol do país, buscam colocar em prática seus planos mais sombrios, principalmente aqueles que nutriam desde a infância, e eram tolhidos, agora se sentem seguros e aptos a dizer que são a haste da moralidade, filhos da decência e condutores da moralidade e dos bons costumes. Acreditem, caso não houver um freio em certas medidas, muitas dessas ações desastrosas que estamos vivenciando fará rachaduras no alicerce da nossa sociedade, e se este romper poderá levar o país de volta a era do gelo. Quando isso ocorrer poderá ser tarde para que as mentes brilhantes que difundem o discurso “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” consigam reverter o curso deste carro, melhor dizendo, deste país desgovernado.